“É preciso brincar para afirmar a vida.” (Almanaque Brasil)

Ela é uma das maiores especialistas em cultura da criança no Brasil. Correu mundo para descobrir como lidar com o vasto universo da infância, mas foi em sua própria terra, Serrinha, no sertão baiano, que encontrou aplicação para tudo o que aprendeu. E entendeu que tinha muito ainda a descobrir. Além de desenvolver uma contínua investigação das cantigas, brincadeiras e brinquedos do País, vive de dar aulas e palestras sobre o assunto e lançou dois CDs considerados referência: Abre a Roda Tindolelê e Ô, Bela Alice. Aos 75 anos, mesmo depois de “muita escola, muita universidade”, conservou o privilégio de brincar, o que considera uma vitória contra a perda da espontaneidade – o maior bem que a criança tem. Para Lydia, se o mundo ainda tem solução, ela se dará pela infância. “A grande revolução acontecerá por aí. Sinto que as coisas estão prestes a se transformar.” E para quem duvida, ela esclarece. “Isso não é impossível, nem difícil, porque a infância está guardada dentro de cada um.”

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