A arte de contar histórias

O educando é o centro... Nenhum planejamento, nenhuma atividade pode ignorar a realidade do educando. Embora possa parecer óbvio colocar o educando como centro do processo, levará sempre a situações imprevisíveis. Justamente a capacidade de lidar com o imprevisível é a perspectiva central de nosso trabalho.
Já me referi à liberdade como uma diretriz fundamental? Se não, gostaría de fazê-lo, acrescentando que no universo de qualquer arte não existe erro. Na arte de contar uma história, esta noção é muito importante porque para nossas crianças tudo é possível: médico, lixeiro, formiga, abelha, polícia, professor, pirata, podem ser profissões; como areia, folha, terra, papel, podem ser comidas; um traço, ponto, ou borrão podem ser pessoas, animais ou coisas e ainda, um gemido ou som pode anunciar um perigo iminente ou o alívio salvador. Daí pode-se concluir que aprendizagem por memorização e fixação de conteúdo ou informações não é o objetivo fundamental da educação através da arte. Mas sim, a vivência de situações que impliquem na utilização da imaginação e criatividade.Acredito que o envolvimento do educador é capaz de fazer com que uma história possa promover o começo de um processo, que leve os educandos a assumirem uma atitude ativa e criativa diante de suas experiências no tempo de uma atividade e até pela vida a fora.

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